Teoria Musical

O braço do violão, lido como uma régua

Seis cordas, uma casa por semitom, e duas regras que dispensam decorar as duzentas e poucas notas do braço.

iniciante · prático · 4 conceitos

O braço do violão parece um labirinto: seis cordas, vinte casas, e a mesma nota espalhada em lugares que não se parecem. Não é labirinto. É uma régua cromática, repetida seis vezes com deslocamentos conhecidos.

Uma casa, um semitom

Cada casa sobe a corda em exatamente um semitom. Doze casas depois você voltou ao mesmo nome, uma oitava acima.

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Nada mais é preciso saber sobre a distância entre casas. O resto do braço se deduz dessa regra e da afinação.

A afinação, e a exceção que ela esconde

Da corda mais grave para a mais aguda: mi, lá, ré, sol, si, mi.

Entre cordas vizinhas há sempre uma — cinco semitons. Sempre, menos em um lugar.

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A quinta casa de uma corda dá a mesma nota da corda seguinte solta. É assim que se afina de ouvido, e é a regra que transforma seis réguas independentes em um sistema.

A exceção está entre a terceira e a segunda corda, sol e si: ali a distância é uma , e a nota se repete na quarta casa, não na quinta.

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A mesma nota, em vários lugares

Consequência direta: um som tem vários endereços. Estas três posições são a mesma nota, .

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Toque as três e a orelha não distingue a altura — só o timbre, porque a corda mais grossa esticada soa diferente da mais fina relaxada. Escolher entre elas é uma decisão de digitação e de cor, nunca de afinação.

Formas, não casas

Aqui está o que o teclado não oferece. Um acorde no violão é uma forma, e a forma não muda quando você a desloca.

Comece pela mais aberta de todas, :

Três cordas soltas fazem o trabalho. Agora empurre tudo uma casa para cima e ponha o indicador atravessado onde estava a pestana do instrumento: o que era corda solta vira casa 1.

É . Mesma forma, um semitom acima. Continue subindo:

5

. Uma forma, doze tonalidades — e isso vale para toda forma que não dependa de cordas soltas.

Cordas que não tocam

Nem toda forma usa as seis cordas. Duas marcas acima da pestana dizem o que fazer com as que sobram:

×

. A sexta corda é abafada porque um mi no baixo mudaria o acorde — viraria , que é legítimo mas é outra coisa.

×

, pela mesma razão.

O que levar daqui

Duas regras bastam para não decorar nada:

  1. Uma casa é um semitom.
  2. A quinta casa iguala a corda seguinte solta — exceto entre sol e si, onde é a quarta.

Delas saem a localização de qualquer nota, o motivo de a mesma nota aparecer em vários lugares, e a razão de uma forma decorada uma vez servir às doze tonalidades. O braço não é um mapa a memorizar; é uma régua a interpretar.