Teoria Musical

Graus da escala, e os nomes que descrevem relações

Os sete lugares de uma escala, cada um com um nome que diz o que ele faz em relação à tônica; pensar por grau em vez de por nota é o que permite tocar a mesma música em qualquer tom.

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Uma escala tem sete notas, e os nomes delas mudam de tonalidade para tonalidade: a escala de dó começa em dó, a de sol começa em sol. O que não muda é o lugar que cada nota ocupa, e esse lugar tem nome. Os graus são esses nomes, e são eles que fazem uma música ser a mesma em qualquer tom.

Sete lugares, sete números

O jeito mais simples de nomear um grau é o número: primeiro, segundo, até o sétimo, contados a partir da nota que dá nome à escala. Em dó maior, o quinto grau é sol; em sol maior, o quinto grau é ré. O número descreve a posição, e a posição é o que se repete de tonalidade em tonalidade.

Cante a escala de dó com números em vez de nomes, "um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, um", e depois a de sol com os mesmos números. A melodia dos números é a mesma; só a altura mudou.

Os nomes dizem o que cada grau faz

Além do número, cada grau tem um nome, e os nomes não são arbitrários: cada um descreve a relação do grau com a tônica.

Repare que subdominante não quer dizer "um pouco abaixo da dominante": quer dizer a quinta abaixo da tônica, assim como a dominante é a quinta acima. Os dois graus são simétricos em torno da tônica, e é por isso que os dois têm o papel que têm na harmonia.

A sensível

O sétimo grau merece um parágrafo. Na escala maior ele está a um semitom da tônica, e esse semitom é o que faz a escala parecer "querer" terminar: cante dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, e pare. O si fica no ar, pedindo o dó. Esse puxão é a razão de o quinto grau, que contém a sensível, ser a dominante, e é a razão de a escala menor natural, cujo sétimo grau está a um tom da tônica, soar tão menos conclusiva.

Quando o sétimo grau está a um tom da tônica, ele muda de nome: é a subtônica, e não puxa. O nome muda porque a relação mudou.

Pensar por grau

Um músico que pensa por grau transpõe sem esforço. Uma melodia que faz "cinco, três, um" em dó maior é sol, mi, dó; em fá maior é dó, lá, fá; em mi bemol maior é si bemol, sol, mi bemol. Não é preciso recalcular nada: o grau é a melodia, a tonalidade é só a altura em que ela sai.

O mesmo vale para acordes: dizer "o acorde do quarto grau" é dizer o mesmo acorde em qualquer tonalidade, e é assim que o campo harmônico se decora uma vez para as doze.

O que levar daqui

Os graus são os sete lugares de uma escala, numerados a partir da tônica, e os nomes deles descrevem relações: a dominante é a quinta acima, a subdominante a quinta abaixo, a sensível o semitom que puxa para casa. Pensar por grau é o que permite cantar, tocar e transpor a mesma música em qualquer tonalidade, e é o vocabulário em que a harmonia inteira é escrita.